sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O verdadeiro sucesso

O sucesso não pode ser confundido ou almejado como um momento, mas sim como um processo, que envolve inclusive situações de dificuldade. Por exemplo, em uma corrida de cem metros rasos, o sucesso não é definido pelo momento em que o primeiro colocado cruza a linha de chegada, mas sim pelo composto que envolve os treinamentos exaustivos muito antes da corrida, a expectativa da largada momentos antes, as dores e cansaço durante, até o derradeiro final. É preciso estar preparado e disposto a vivenciar o todo para chegar ao sucesso, senão, a linha de chegada nada mais é do que um objetivo impossível de se alcançar.

Não basta apenas alcançar o objetivo, é preciso saber desfrutar da conquista. Nossa sociedade, principalmente nós brasileiros, vivemos a sina de sempre reclamar da situação em que vivemos. Reclamamos da política, da corrupção, da educação, da saúde, da segurança, e etc. É claro que às vezes com razão, mas também frequentemente, sem qualquer sentido. Esquecemos de olhar para o passado, para os objetivos que tínhamos a serem alcançados, e do qual atualmente desfrutamos. Olhando somente para o que ainda não foi alcançado, acabamos nos aprisionando em uma constante infelicidade.

O sucesso como um todo é formado por uma sucessão de pequenas vitorias, que ao final representam uma grande conquista. E dentre estas pequenas conquistas, as vezes podem acontecer algumas derrotas, e isso é frequentemente inevitável. O que determina uma pessoa de sucesso não é o fato de nunca vivenciar fracassos, mas a capacidade de superá-los. Vou além, acredito que as dificuldades e derrotas que acontecem no percurso, são importantes para moldar o caráter forte de um vencedor. É claro que falar sobre superar fracassos é uma atitude muito fácil, o difícil é de fato passa por eles. E justamente por isso que pessoas que enfrentam as piores adversidades são geralmente consideradas e admiradas como vencedoras. Uma pessoa que nunca sentiu o gosto de uma amarga derrota, talvez nem tenha a gana necessária para almejar uma grande conquista ou a capacidade de compreender uma grande vitoria.

Novamente, o que pode parecer uma derrota ou fracasso em determinado momento, nada mais é do que mais uma etapa do aprendizado daqueles que pretendem desfrutar de uma grande conquista. Manter-se no pódio da vida não é tarefa fácil, é uma empreitada que só pode ser realizada por pessoas determinadas e capazes de enfrentar os revezes que a vida inevitavelmente oferece.

Acredito ainda que o sucesso deva ser algo compartilhado, coletivo. De outra forma o pódio poderá se tornar um lugar solitário e triste. Isso pode acontecer com pessoas que almejam a realização pessoal acima de qualquer coisa, não se importando de “passar por cima de outras pessoas”, ou de agir contrariamente segundo alguns princípios éticos.

Enfim, alcançar o sucesso não é viver a ilusão de uma vida em acordo com o que gostaríamos, mas sim a realidade de que precisamos enfrentar as situações que são colocadas a nós, e a partir daí construir o futuro que desejamos. Admito que falar sempre é mais fácil do que agir, então te convido a agirmos e colocarmos em prática nossos ideais para a partir de então aprender com as experiência a fim de construir uma vida de sucesso.    

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Viajar é ir além dos limites

O que é viajar para mim? Deslocar-se até outra cidade, estado ou país, dependendo da distancia, tirar algumas fotos e visitar alguns pontos turísticos? Também. Entrementes, acredito que esta palavra, além disso, ainda pode incorporar significados filosóficos, necessários inclusive para auxiliar aquele que viaja a fim de aproveitar ainda mais essa experiência.

Existe uma definição que acredito expresse melhor o que seja fazer uma viagem, que é o de ver lugares e coisas diferentes. De outra feita, o que acontece seria exclusivamente deslocar-se.

Viajar é o ato de ver lugares diferentes, conhecer culturas que antes desconhecíamos, e que somente a proximidade física permite sentir. Muitas vezes vemos pessoas almejando sair do país para desbravarem novos horizontes, quando na verdade o espaço que ocupam diariamente ainda não foi propriamente explorado e visitado. Por exemplo, existe um lugar que é praticamente igual no mundo inteiro, mas que, aposto, poucas pessoas já o conhecem, mesmo aquelas que já rodaram o mundo. Refiro-me a esta imensa abóboda celeste chamada céu. Tão imensa e tão espetacular que não se permite aprisionar em uma câmera digital ou computador. O céu foi feito para ser admirado, mas raramente paramos para fazê-lo.

Céticos e críticos julgarão tal pensamento por demais romanesco, mas afirmo que uma pessoa que tenha passado por diversos países sem o mesmo olhar contemplador e encantado, terá absorvido muito menos das belezas de cada região do que outro que tenha viajado uma vez, mas que desfrute desta capacidade. A partir de então, acredito que, muitas vezes, não exista nada mais superficial e desnecessário do que tirar foto ou filmar alguma paisagem, principalmente envolvendo aspectos da natureza. Pois quando viajar simboliza o rompimento de fronteiras físicas, culturais e filosóficas, a única coisa que uma foto representa, é a tentativa de aprisionar algo que só pode ser apreciado se vivido em sua totalidade. Quando nos concentramos para capturar a imagem em uma foto, esquecemos de realmente apreciar a beleza que está diante de nossos olhos.

Podemos ainda viajar sem sai do lugar. Podemos conhecer lugares diferentes passando todos os dias pelo mesmo caminho. Podemos conhecer novas culturas simplesmente nos permitindo sorver aspectos relevantes sobre a vida das pessoas que nos cercam todos os dias. Podemos capturas fotos na câmera mais complexa que existe, chamada cérebro, onde não existem limites para a contemplação. E verdade seja dita, as fotos mais bonitas que as pessoas apreciam, são aquelas contadas por nossos lábios e coloridas por nossas emoções ao reproduzi-las.

Deveríamos ter como meta de vida viajar todos os meses, ou pelo uma vez ao ano, para lugares longes, onde somos forçados a tentar uma readaptação, onde não nos sentimos localizados, e de preferência onde a língua nos soe estranha, pois isso tem o poder de nos fazer despertar para a vida novamente. Uma das maiores frustrações de uma vida é viver o marasmo de uma existência cotidiana sem novidades, e pior do que isso é a anestesia de não perceber que tal rotina já se tornou aceitável na vida de uma pessoa.

Uma viagem nos faz também, e isso é intrigante, não somente ver as variedades naturais que o mundo oferece, mas também as similaridades que nem as distancias e o tempo podem negar, e isso envolve principalmente o ser humano. Um sorriso e uma lágrima são experiências passiveis de acontecer a um indivíduo ao seu lado, bem como a alguém sentado em um ônibus de volta para casa em alguma rua em uma cidade na Austrália.

Hoje te desafio a fazer uma das mais impressionantes e distantes viagens da sua vida, e você pode fazer isso da forma como eu sugerir, ou ainda de outra maneira que imaginar mais interessante. Uma delas é puxar uma cadeira para o jardim de sua casa, condomínio, ou parque da cidade; de preferência à noite, e admirar o infinito do universo que paira sobre nossas cabeças todos os dias, e a partir daí deixar sua mente criar idéias e vasculhar sua memória com lembranças já a muito esquecidas. A outra seria convidar uma pessoa que você gosta para fazer tudo, mas nada além de conversar, trocar idéias; permita-se ouvir o que essa pessoa tem a dizer, e permita-se através disso conhecer um mundo novo. E a última sugestão é separar uma quantidade em dinheiro a cada mês para fazer aquela viagem que sempre sonhou para onde quer que seja, mas nunca teve condições. Escolha uma dessas opções, ou todas, e garanto a você, sua vida será transformada de uma maneira impressionante, e passaras a ter uma concepção do mundo muito diferente e abrangente do que ele representa, bem como uma viagem deve ser: transformadora e revigorante.      

Tecnologia

Segundo a definição de alguns dicionários, a tecnologia é a aplicação dos conhecimentos científicos à produção em geral, e em outros denota um significado que engloba desde produções simples, como uma colher, até ferramentas e processos mais complexos, como a invenção do computador. Dentro destes conceitos se encontra o que nesta edição aparece em destaque e que também em nossa sociedade tem sido referencia em muitos setores, que é a informática e os meios sociais de comunicação, como por exemplo: facebook, twitter, youtube, MSN, jogos eletrônicos em geral, portais de informação, sites, e por vai.

Eu, particularmente, sou um grande apreciador destes avanços tecnológicos e, parando para pensar a respeito, percebo que sou na verdade muito dependente deles, pois utilizo a internet como ferramenta de trabalho de segunda a sexta, aos finais de semana e outros dias que tenho de folga a utilizo para estudar, me comunicar com amigos, e saber o que acontece no mundo. Dos meus vícios como internauta, cito o youtube, local onde passo freqüentemente horas absorto, assistindo vídeos de política, debates, bandas, documentário, entre outros, e fico informado a respeito de assuntos que antes dessa facilidade do mundo da informática, não seria possível. A meu ver, a internet - com as diversas ferramentas que lá encontramos - é uma forma de democracia social, pois podemos fazer o que quisermos enquanto estivermos inseridos nesse mundo.

Entretanto, falar sobre essa tecnologia pode ser algo um tanto quanto complexo, principalmente quando se tenta chegar a um denominador comum. Com relação a este tema, eu não tinha parado para pensar em aspectos prejudiciais que pudessem existir. De qualquer forma, iniciei uma pesquisa informal, e percebi que o assunto é tema de debate na mídia em geral: esteve presente em uma das matérias do CQC (que assisti pelo youtube); no livro do autor Augusto Cury, O Semeador de Idéias; além de ter debatido com alguns amigos a este respeito, onde pude, para minha surpresa, encontrar mais argumentos interessantes e críticos, mesmo de pessoas que a meu ver são “viciadas” em informática.

Destes aspectos negativos, começo citando minha própria afirmação, de que na internet vivemos uma democracia, pois isso não é a verdade completa. Em uma democracia existem a liberdade e os direitos, mas também existem os limites e os deveres, fato que muitas vezes não acontece na internet, uma vez que ainda não existe uma legislação que abranja esse “mundo” como um todo, na velocidade tão rápida com que ele se expande, e onde também as pessoas, muitas vezes, não têm nem identidade, possibilitando que muitos abusos aconteçam e fiquem impunes. Na mídia isso tem aparecido atualmente, onde, tanto no episodio do CQC, quanto no livro do Augusto Cury, um dos problemas citados é a alienação à qual as pessoas se condicionam, e a anulação à interação social com a verdadeira realidade, o que pode tornar algumas vezes as pessoas despreparadas para lidar com situações cotidianas, principalmente as que precisem de equilíbrio emocional para ser superadas. E por último, com relação ao debate com amigos, pude perceber a preocupação com os resultados de um mundo tão facilitado por esta tecnologia, onde as pessoas necessitam cada vez menos fazer uso de suas capacidades intelectuais, o que faz com que nos tornemos pessoas mais rápidas em nossas atividades diárias e com capacidade de realizar muito mais, mas que em contrapartida, gera um estresse ao qual não estávamos preparados para lidar.

Acredito que se nos aprofundássemos nos argumentos possíveis para o tema e os colocássemos em uma balança imaginária, chegaríamos à conclusão de que ela penderia muito mais para os aspectos positivos. Em minha opinião, todos estes avanços significam, resumidamente, a capacidade de o ser humano em ser surpreendente e incansável na superação de obstáculos e na busca por novos desafios. Com isso, tenho certeza que os aspectos positivos citados serão logo ainda mais desenvolvidos, e que os negativos serão rapidamente superados, à medida que outros desafios surgem no percurso, sendo que ao fim das contas, o grande desafio e os grandes avanços tecnológicos são na verdade uma busca pela superação dos próprios recordes humanos. Finalizo com uma pergunta que Nietzshe faz em seu livro, Assim falava Zaratustra: “Os mais preocupados perguntam hoje: Como o homem vai subsistir? Mas Zaratustra pergunta, e é o único a fazê-lo: Como o homem deverá ser superado?”.       

Sucesso

Eis uma palavra que soa bem aos ouvidos: sucesso. Mesmo avulsa e fora de qualquer contexto ela soa bem. Contudo, nem todos a empregam da maneira correta, e nem sempre que a ouvimos de alguém podemos confiar na veracidade completa do fato narrado. Sucesso é a realização de sonhos que dependem de nosso empenho ou/e de outros para acontecerem e que geram resultados positivos para nós, e de preferência para outras pessoas inclusive. Qualquer efeito que desvirtue dessa apreciação corre o riso de não ser considerado de fato um sucesso, e se analisarmos uma situação pelo ângulo errado também. Por exemplo, Ayrton Senna foi um fenômeno nacional e internacional reconhecido por suas conquistas nas pistas de corrida. Uma analise errônea diria que o seu reconhecimento e propagação midiática eram o seu sucesso. Quando na verdade o seu verdadeiro sucesso era o fato de ter conquistado muitos objetivos em seu campo de atuação profissional, e que estes objetivos ainda serviam de exemplo para outras pessoas buscarem o mesmo para suas próprias vidas. Então, resumidamente, sucesso é resultado positivo e não fama. Esta maravilhosa palavra é com freqüência utilizada equivocadamente por entidades militares e policiais quando falam em ações que foram completadas com “sucesso”. Esta é uma palavra que não admite máculas. E quando o resultado não é positivo para todos os envolvidos, ou quando interesses opostos atuam para sobrepujar o outro, o resultado final não pode ser rotulado como sucesso, mas sim como objetivo exclusivo de uma das partes alcançado.

Eis, portanto, dois pontos que as pessoas tendem a confundir com sucesso: fama e objetivo.

Se o que uma pessoa almeja na vida é o brilho dos flashes das câmeras, então o que busca não é necessariamente sucesso, mas sim fama. E não há nada de errado com isso, mas não se pode confundir o objetivo a ser alcançado. Existem diversas pessoas que não são conhecidas das grandes massas, e que no entanto, são artistas tão talentosos quanto aqueles que conhecemos por sua fama. Uma pessoa analfabeta que projeta e cultiva um belo jardim é tão bem sucedida em sua vida quanto alguém cultiva uma grande fortuna; ambos alcançaram um objetivo evidente e benévolo. Não é a medida do reconhecimento que importa, mas a medida do resultado alcançado através do trabalho que realizamos que define o sucesso.

 Outro ponto importante a se observar, é que quando almejamos algo para a nossa existência, inevitavelmente, pensamos em nosso bel-prazer, e não há qualquer coisa de errado com isso. O que há de errado é quando para conquistar o que queremos tomamos decisões e ações que prejudiquem outras pessoas; esse é geralmente o caminho mais rápido para os nossos sonhos, e justamente, muitas vezes a razão de muitas pessoas não alcançarem definitivamente um objetivo, de viverem ele por pouco tempo, ou despertarem a inveja de outras pessoas, tornando sua manutenção impossível. Muitas vezes para alcançar o sucesso ao qual me refiro, é preciso tomar um caminho mais longo, desviando de situações que por serem mais rápidas, deixam marcas de tristeza em pessoas que fazem parte da trajetória, enquanto que o caminho mais longo, no prepara para desfrutar o sucesso em sua plenitude, como de fato deve ser. Parece piegas falar dessa maneira, ainda mais quando colocado de uma maneira tão subjetiva, como se o escritor fosse dono de uma verdade intocável. Contudo, a experiência revela, que o que fazemos de uma forma ou de outra retorna a nós.

Por último, quero atentar para um pensamento que aprendi de um palestrante e treinador da equipe brasileira de para-atletas, Steve Dubner, de que não devemos comparar nossos passos com o de outras pessoas; ou, em outras palavras, comparar o sucesso dos outros com nosso próprio. Pois não temos que ser melhores do que os outros, mas sim melhores no que fazemos a cada dia. Quando nos comparamos aos outros somos cegados pela inveja, deixando de ver claramente nossas próprias qualidades, que são diferentes das dos outros, limitamos nosso potencial, e tendemos a buscar o caminho mais curto para alcançar o objetivo. Contudo, quando nos inspiramos em nossas próprias capacidades e forças, criamos novos recordes e vivemos uma experiência única, chamada sucesso.    



Saúde

Meu pai costuma dizer uma frase que tem um significado muito simples e uma profundidade relevante: “A única coisa que devemos desejar nessa vida é saúde, para todo o restante a gente dá um jeito de conseguir”. Quanto mais eu vivo e percebo as situações ao meu redor, tanto mais me convenço da veracidade dessa frase. A nossa condição física perfeita não é um requisito opcional em nossas vidas, nesse sentido as mais variadas situações possíveis são vistas ao nosso redor: às vezes pessoas que não se cuidam apresentam uma saúde impecável; em outras situações pessoas que primam por sua condição física apresentam problemas graves; já em outros momentos pessoas que não se preocupam com a saúde colhem os resultados negativos de comportamentos prejudiciais; e por último, pessoas que respeitam seu bem físico recebem em troca uma vida saudável. A verdade é que a vida não é uma fórmula de matemática onde duas vezes cinco obtemos dez. Existem aqueles momentos em que fazemos a multiplicação, mas o resultado acaba sendo subtraído de nossas expectativas.

Agora, aqueles que levam uma vida desregrada com relação a sua saúde física devem estar pensando que de fato não adianta nos preocuparmos com isso, pois não passa de uma matemática imperfeita, e que o importante mesmo é “aproveitar a vida”. Contudo, eu de minha parte acho que não podemos ser extremos nem por um lado nem por outro. Apesar de perceber que a realidade às vezes não é justa com algumas pessoas, também percebo que temos algum controle sobre o estilo de vida que desejamos ter. O fato é que muitas vezes deixamos para pensar a respeito disso apenas quando já nos encontramos em uma situação delicada, quando o médico diz que determinado problema e suas dores são frutos de uma alimentação inadequada, de uma vida desregrada e abusiva, ou de fatos emocionais que abalam nosso físico. E muitos casos ou são irreversíveis, ou deixam sequelas desagradáveis pelo resto da vida. Então nos damos conta de que no único momento em que tivemos a oportunidade de optar por uma vida fisicamente mais agradável, acabamos optando por não respeitar o templo de nossa existência.

Por algum motivo que acho difícil de explicar, eu sempre fui uma pessoa com uma saúde privilegiada, e se não bastasse isso, nunca tive qualquer tipo de acidente de percurso que me deixasse impossibilidade mais do que uma semana. Mas nem tudo é sempre perfeito. A única queixa que tenho é com o fato de desenvolver gripes com muita facilidade. Ao contrário da maioria das pessoas que gripam uma vez por ano ou nem isso, eu sempre contraio pelo menos de três a quatro gripes ao ano. E não são daquelas gripes suportáveis que apenas nos deixam com uma dorzinha de cabeça e o nariz incomodando aqui e ali. Não! Comigo a coisa é séria mesmo. Minhas gripes são de derrubar, me impossibilitam de fazer qualquer coisa ou sequer pensar, é uma das experiências mais desagraveis que vivencio de tempos em tempos. De qualquer forma, isso por outro lado me fez pensar no quanto valorizo meu bem estar a ponto de fazer o que estiver ao meu alcance para manter sempre essa disponibilidade, pensando não apenas no momento imediato, mas também no futuro que me aguarda para daqui alguns anos, quando então estarei com uma idade avançada, e meu corpo invariavelmente me apresentará a conta com os créditos e débitos da minha administração física.

Muitos contraporiam este argumento dizendo que no meu caso é muito cedo para pensar nesse tipo de coisa e que primeiro eu deveria aproveitar a vida. Mas é importante frisar que o momento certo para tomar esse tipo de decisão é quando ainda temos uma opção a fazer.  Além do mais, aproveitar a vida não pode ser sinônimo de auto-destruição. Por mais exagerado que possa parecer essa expressão, é o que muitas vezes se vê as pessoas fazendo com sua condição física, dedicando-se a atividade e hábitos que por certo trarão prejuízos exclusivamente para quem os pratica. Acredito que seja de extrema valia pensarmos a respeito dessa questão e nos dedicarmos a manter uma condição de vida saudável, seja através dos esportes, dos hábitos alimentares mais saudáveis, da rotina de vida mais tranquila, etc. E  com relação ao que não estiver ao nosso alcance, compartilhar do pensamento que citei no primeiro parágrafo: torcer para termos saúde, porque tendo isso, todo o resto podemos tentar conquistar por nós mesmos.



   

Responsabilidade

Uma grande e forte árvore, antes de se tornar majestosa e imponente, precisa ser apenas uma semente.
Uma bela e aconchegante casa, antes de ser um lar, precisa em algum momento, ser apenas um pequeno tijolo sobre a terra inóspita.
A composição de um artista, antes de impactar as emoções de uma platéia, precisa primeiramente ser indistinguível através de uma singela nota.

O que é mais forte, a pequena semente que contem a vida, ou a árvore que se fixa ao chão em tempos de tempestade?
O que é mais importante, a casa que acalenta uma família, ou o primeiro tijolo que dá inicio e sustento ao resto da obra?
O que é mais impactante, a composição do artista que embala a platéia, ou a primeira nota, que embala a criatividade do artista?

O mais forte, importante, e impactante, é o gesto do ser humano por trás de cada evento. É ele que tem o poder e a fraqueza, a inteligência e a ignorância, a criatividade e a pobreza.

Nossos gestos, por mais insignificantes que possam parecer, são importantes de maneira que às vezes não podemos prever, e quem não se responsabiliza pelo que faz, e não busca o melhor, não é digno de fazer parte nem dos artistas e nem da platéia deste mundo.